Mário Chan

Lembro-me da primeira vez que peguei numa máquina fotográfica. Estava na Islândia e tinha 12 anos… apenas queria registar uma imagem, aquela
imagem que não queria esquecer… sempre foi esse o meu grande fascínio pela fotografia e pelo vídeo, o poder registar aqueles momentos únicos que por vezes perdemos da nossa memória.

Mais tarde, quando comecei a praticar montanhismo, a máquina fotográfica era equipamento essencial, mesmo apesar do excesso de peso como era o caso da Nikon F801 que levei quando escalei o Monte Branco! Quando recebi a minha primeira máquina de filmar digital, uma DCR-TRV80, o vídeo e a fotografia passaram a fazer parte de mim. Para onde quer que fosse, seja um simples jantar de amigos ou a praticar alpinismo nos Alpes, as máquinas de filmar e fotografar estavam sempre presentes. Em casa, após cada viajem, evento ou lugar mágico por tenha passado, dou lugar à criação da minha visão pessoal de cada um desses lugares com a ajuda inegável dos modernos programas de edição.

Com formação em Engenharia Física, o funcionamento dos equipamentos fotográficos deixaram de ter segredos. Na licenciatura em Música compreendi a importância da mesma num vídeo e a relacionar cada imagem com a linha temporal que dá coesão à obra como um todo. Com a prática percebi que cada momento é único e que quando combinado com outros, duma forma fluída e lógica, proporcionam algumas das melhores experiências visuais e auditivas que se podem ter.